quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

GREENPEACE PROJETA REDES ELÉTRICAS INTELIGENTES

Praga, República Theca


Redes elétricas inteligentes - como desenvolver uma infraestrutura para o século 21

Por: Greenpeace

Um novo estudo do Greenpeace, feito em parceria com o Conselho Europeu de Energias Renováveis (EREC), mostra como as redes elétricas do mundo poderiam ser transformadas para suportar uma matriz elétrica com 90% de energia renovável em 2050. A transformação, alcançada com um nível modesto de investimento, é uma grande oportunidade de negócio para empresas de tecnologia e permitiria cortes gigantescos nas emissões de gases do efeito estufa.

“Renováveis 24h – a infra-estrutura necessária para salvar o clima” é parte do cenário [R]evolução energética, cenário traçado sobre como garantir o fornecimento de energia no futuro de forma amigável com o clima do planeta.

Um ponto referente à Europa, detalhado no relatório, faz eco nas necessidades brasileiras. Uma comparação de 30 anos de dados meteorológicos com as curvas anuais de demanda da Europa demonstra que, com a rede elétrica em uso, há apenas uma chance de 0,4% – ou 12 horas por ano – que a alta demanda ocorra quando a geração solar e eólica é baixa. O reforço proposto para a rede retiraria esta pequena incerteza, garantindo um fornecimento constante.

O estudo explica como redes elétricas inteligentes (smart grids, em inglês) locais e regionais poderiam ser conectadas de forma eficiente com uma super rede (super grid) de alta voltagem[1], para garantir um fornecimento ininterrupto e confiável de eletricidade, sem ativar usinas térmicas a carvão ou nucleares.

No Brasil, o alto potencial de renováveis (solar, eólica e biomassa) certamente garantiria a mesma oferta confiável de energia projetada para a Europa pelo relatório. Por enquanto, a experiência de 2009, quando um blecaute atingiu quatro regiões do país, evidenciou a necessidade de investir em redes inteligentes e reforçar as existentes. Hoje não se pode confiar nas linhas de transmissão de Itaipu nos picos de consumo de energia, decorrentes do forte calor e da recuperação da produção industrial.

“Apesar da abundância de chuvas e dos níveis elevados dos reservatórios, opta-se por acionar as termelétricas fósseis, a fim de evitar o risco de sobrecarga nas linhas de transmissão das hidrelétricas”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace. “Como efeito colateral, sofremos tanto com as emissões de gases-estufa dessas usinas quanto com seu custo elevado.”

Devem ser gastos cerca de R$ 80 milhões com as termelétricas durante a temporada de calor, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

“Com redes inteligentes, nós basicamente combinamos internet com eletricidade”, comenta o especialista em energia do escritório internacional do Greenpeace, Sven Teske. “Reforçar as redes inteligentes é uma grande oportunidade de negócios, especialmente para companhias de tecnologia. Na Europa, o investimento anual necessário ficaria em torno de € 5 bilhões, ou seja, menos de € 5 por ano por casa. Para destravar o investimento necessário em uma estrutura que seja amigável com o clima, precisamos urgentemente de políticas que apóiem a transição para uma oferta de eletricidade 100% renovável”, afirma Teske.

“O mercado global de energia renovável poderia crescer em índices de dois dígitos até 2050, e se equiparar ao tamanho atual da indústria fóssil. Hoje em dia, o mercado global está na casa dos US$ 120 bilhões e dobra de tamanho a cada três anos”, diz Christine Lins, secretária-geral do Erec. “O mercado global de renováveis caminhará lado a lado com o desenvolvimento de redes inteligentes, quando a participação de energia eólica e solar fotovoltaica passar de um terço do total de energia gerada.”

O relatório “Renewable 24/7” pode ser lido http://www.greenpeace.org/eu-unit/press-centre/reports/EU-energy-revolution-report e em www.erec.org.

[1] Smart Grids ou redes inteligentes enviam de eletricidade dos pontos de geração até os consumidores utilizando um sistema de monitoramento com tecnologia digital. Este sistema permite a integração de fontes energéticas descentralizadas como solar e eólica, assimilando sua entrada no sistema nos períodos de vento e sol. Permite também o controle do consumo de aparelhos e eletrodomésticos em residências e edifícios, informando os consumidores em tempo real sobre seu consumo e até desligando alguns equipamentos em períodos de alta demanda energética.

Tudo isto é possibilitado através de linhas de transmissão de alta eficiência, que reduzirão as taxas de perdas do sistema elétrico. Desta forma, o sistema economiza energia, reduz custos e aumenta a confiabilidade e a transparência do consumo de energia.

Os Super Grids ou super redes usam linhas de corrente contínua de alta tensão (HVDC) para transportar grandes quantidades de energia a grandes distâncias, com alta eficiência. Este sistema permitirá que a energia eólica do sul e solar do nordeste do país seja distribuída para outras regiões, evitando a sobrecarga das linhas de transmissão de grandes centrais de geração de energia.

DOROTHY STANG E A JUSTIÇA NO CAMPO

Congregação Notre Dame divulgará cartas escritas por Dorothy para exigir justiça no campo



Por Ivan Richard, repórter da Agência Brasil



O quinto ano da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang será lembrado com a divulgação de várias cartas escritas por ela e de documentos que portava quando foi morta a tiros no município paraense de Anapu.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

*ECOS DO CERRADO* Judson de Barros

*bichos imploram contra a destruição do cerrado*



Esta é a mais recente obra do escritor e ambientalista Judson Barros. Nela o autor evidencia o grito dos bichos e das árvores do Cerrado que pedem socorro face à destruição das florestas. Tem o prefácio de Dom Xavier
Gilles. Contribuem com a obra Leonardo Boff, Marina Silva, Dom Tomás Balduino, Dom Franco Masserdotti. Esta obra possui importante cunho literário e científico.
São vinte e cinco textos onde os bichos e árvores do Cerrado clamam contra a dizimação do bioma. Histórias reais que mostram a situação de devastação ambiental que se processa no Piauí a custa de um discurso inverídico de desenvolvimento imposto pelo Estado e por empresas que muito lucram com esse modelo de desenvolvimento predador da natureza.



No Piauí se comete os piores crimes ambientais do Brasil sem que a sociedade tome conhecimento dos fatos. Por um motivo simples: o controle dos meios de comunicação. Este livro busca levantar uma discussão sobre o assunto e alertar a população da gravidade dos acontecimentos.
*Para adquirir o livro:*
ecos-do-cerrado@ bol.com.br
Fundação Águas - FUNAGUAS
Preço: R$ 35,00 (com as despesas postais inclusas)
R$ 26,00 - nas livrarias em Teresina-PI
Para ver melhor o livro acesse:
 

domingo, 7 de fevereiro de 2010

OPERAÇÃO CINCO GIROS COMPLETA PRIMEIRA FASE

Cientistas completam a perna inicial da primeira travessia de estudo global da “sopa de plástico oceânica”

O Sea Dragon agora cruza à vela o Giro do Atlântico Norte

A operação 5giros - em alusão aos cinco continentes deverá chegar ao Rio de Janeiro em agosto/2.010

Veja vídeo no final

OCEANO ATLÂNTICO NORTE—Cientistas marinhos encontraram fragmentos de plástico em todas as amostras de água do oceano obtidas na perna inicial da travessia do Projeto 5 Gyres (Giros), o primeiro estudo global sobre poluição marinha por plástico.

“Todas as amostras obtidas da superfície no meio do Atlântico continham fragmentos de plástico, não importava aonde deixávamos cair nosso equipamento de arrasto,” disse Anna Cummins. A residente de Santa Monica, Califórnia, velejou através do Atlântico Norte entre St. Thomas, na Ilhas Virgens, EUA e as Bermudas, para lançar o projeto com seu marido o Dr. Marcus Eriksen.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

DESERTO DE HOMENS E IDÉIAS

Foto da plenária de 29/01 realizada em
Ribeirão Preto

Fomos para a Audiência Pública de Assis (SP) que iria discutir um novo Código Florestal, desconfiados de que estaríamos diante de uma farsa, pois a cidade do interior de São Paulo, juntamente com Ribeirão Preto é uma das catedrais do agro-negócio e baluarte dos canavieiros, que tem no presidente Lula o garoto-propaganda número um.
Entretanto, uma dúvida nos assaltava, a cidade do norte do Estado, também reduto dos canavieiros havia sido categórica em sua repulsa a esta aventura mudancista.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CÓDIGO FLORESTAL - AUDIÊNCIA EM ASSIS (SP) MARCADA PELA UNANIMIDADE

Fotos: coluna press
No cinema municipal de Assis (SP), contando com a presença de doze parlamentares membros da Comissão Especial que está analisando a proposta de um novo Código Florestal e também  de centenas de pessoas, a maioria composta por ruralistas da região, pólo do agronegócio do Estado de São Paulo, o presidente da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, Deputado Moacir Miqueleto deu início à Audiência Pública, às 9,15 desta manhã.

Primeiramente fizeram uso da palavra os deputados membros da Comissão, que fizeram ardorosa defesa de um novo Código, repetindo argumentos já conhecidos e tão a gosto da platéia formada em sua maioria por representantes do setor sucro-alcooleiro.

Falaram também, Fabio Meireles, presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo e o presidente da Organização das Cooperativas de Estado de São Paulo, que defenderam um novo código com o afrouxamento das leis ambientais e a adoção de Códigos estaduais de meio ambiente.


A defesa do atual Código e da legislação ambiental coube ao Ministério Público, que entre outras coisas disse, que uma lei de quase quarenta e cinco anos, já produziu efeitos benéficos e não pode ser alterada assim a toque de caixa, baseada apenas em um parecer de um técnico do IBAMA. Há necessidade de um estudo técnico-científico de maior profundidade. E mais meio-ambiente diz respeito a todo o planeta e sua regulamentação não pode ficar restrita a um Estado ou município.

Pelas considerações finais do presidente da Comissão, Deputado Moacir Miqueleto, estas audiências públicas terão pouca validade, pois pretende até o fim de abril, aprovar na Comissão o texto de um novo Código.

Os trabalhos teriam continuidade até 14,00 horas, quando os parlamentares iriam deslocar-se para Ribeirão Preto (SP) para a audiência pública, onde por certo encontrariam um ambiente um pouco diverso do de Assis, haja vista a manifestação do dia 29 ultimo.

Do Enviado especial a Assis: Osmar Aurélio

REUNIÃO EM ASSIS(SP) DISCUTE CÓDIGO

NOVO CÓDIGO FLORESTAL

REPORTAGEM LOCAL (Jornal Voz da Terra/Assis)



Hoje, dia 03, ocorre no Cinema Municipal de Assis a partir das 9h a Audiência Pública para discussão do Código Florestal Brasileiro.

A Audiência é organizada pelo Consórcio Intermunicipal do Vale Paranapanema – CIVAP e contará com a presença de membros da Comissão Especial que trata das alterações no novo Código florestal Brasileiro, entre eles a presença do relator e deputado Federal Aldo Rebelo.

Espera-se para esta Audiência um público superior a 600 pessoas, entre autoridades, cientistas, representantes de universidades, entidades e organizações do terceiro setor as quais deverão acompanhar a proposta que será apresentada em nível estadual, já que no Estado de São Paulo este tipo de Audiência para a discussão do Código só irá ocorrer em Assis e em Ribeirão Preto. A proposta validada pelas lideranças do Vale Paranapanema será apresentada pelo Dr. Ricardo Augusto Dias Kanthack – diretor do Pólo Médio Paranapanema - Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – APTA.

As audiências ocorrem em todo o país durante o mês de fevereiro. O objetivo é a reformulação da política ambiental e florestal no Brasil. Através das Audiências a Comissão Especial que analisa as mudanças no Código espera promover o debate e ouvir sugestões.

Integrantes da Comissão Especial que analisam as mudanças no Código Florestal Brasileiro: Moacir Miqueleto - deputado Federal pelo Estado do Paraná e presidente da Comissão Especial; Anselmo de Jesus - deputado Federal pelo Estado de Rondônia e primeiro vice - presidente; Homero Pereira - deputado Federal pelo Estado do Mato Grosso e segundo vice - presidente; Nilson Pinto - deputado Federal pelo Estado do Pará e terceiro vice - presidente; Aldo Rebelo - deputado Federal pelo Estado de São Paulo e relator da Comissão Especial.

NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Ocesp apoia iniciativa da Câmara dos Deputados

REPORTAGEM LOCAL (Voz da Terra/Assis)

Com o propósito de incentivar o debate sobre o novo Código Florestal, a Ocesp (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo) apoia a iniciativa da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que realizará na quarta-feira, 03 de fevereiro, audiência pública em Assis, às 9h. O objetivo é que os produtores da região tenham a oportunidade de discutir sobre os problemas inerentes à questão e sugerir mudanças ao Código, considerando as características da área. A expectativa é de que mais de 400 pessoas participem dessa reunião.

De acordo com o vice-presidente da CAP (Cooperativa Agrícola de Pedrinhas Paulista), Antonio Franco Neto, as regras que o governo quer aplicar a todas as propriedades rurais trarão impactos não apenas ao meio rural, mas ao país. “Uma das imposições é que as áreas produtivas destinem de 20% a 80% para o plantio de árvores. Mesmo que seja exigido o mínimo, teremos uma redução de 20% da economia na região, gerada pelas culturas de cana-de-açúcar, soja e milho. São 20% a menos da produção e 20% a menos de pessoas trabalhando nas plantações. Imagine tais conseqüências no país todo”, explica Neto. Segundo ele, a regra é injusta, uma vez que os produtores já adotam medidas de preservação da fauna e da flora, como as APP’s (Áreas de Proteção Permanente).

“Temos que considerar ainda que o Brasil é um país com uma grande quantidade de pequenos produtores e a sua terra é seu único meio de sobrevivência. Como o produtor conseguirá se manter se sua renda, que já é pequena, sofrer uma redução por conta da área que deverá ser reservada ao reflorestamento?”, questiona o vice-presidente.

Ele ressalta ainda que a exigência do Código Florestal foi imposta apenas ao Brasil, o que já está causando um movimento de emigração de produtores brasileiros a países que não exigem tais regras, como o caso da Bolívia e do Paraguai. Outro impacto que Franco Neto prevê é o abandono da área rural para os centros urbanos. “Muitos produtores já pensam em adquirir um imóvel e abandonar a agricultura, porque no campo, ao adquirir terra, o produtor paga 100% pela propriedade e já sai perdendo 20% da área produtiva. No caso dos imóveis não há essa perda”. “As plantações não são fontes de poluição, são os motores da economia. É curioso observar que os grandes países, considerados os maiores poluidores do mundo, como Estados Unidos e Japão duas potencias, não tenham um Código Florestal. Não temos como solucionar a poluição mundial se não cortamos o mal pela raiz. Mesmo que 100% das áreas brasileiras fossem reflorestadas, o problema não estaria sanado”, comenta Antonio Franco Neto.

Para o presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande, a questão é séria e deve ser avaliada sob aspectos estritamente técnicos. “Um assunto tão importante, que vai mexer profundamente com nosso país, não pode ser tratado em função de pressões políticas ou interesses econômicos estrangeiros, em vez do critério ambiental de fato. Se a nova proposta para o Código Florestal for aprovada, os países de primeiro mundo terão o domínio sobre a produção agrícola mundial. Há muito jogo de interesse e esse aspecto não pode ser desprezado”, afirma. “É por isso que a participação de toda a sociedade e, principalmente do setor agropecuário e do cooperativismo, que reúne grande parte dos produtores rurais, é essencialmente importante. Não pode mos permitir que os países ditem as regras da nossa produtividade, de modo a prejudicá-la em prol dos maiores poluidores mundiais. Devemos, sim, cobrar que esses países façam sua parte, contribuindo para que as pessoas que vivem na floresta ou que promovem o reflorestamento sejam remuneradas por isso”, afirma.

Código Florestal - Em vigor desde 1965, o Código Florestal está em discussão no Congresso Nacional para que sejam realizadas alterações de forma a adequar a lei às realidades atuais do campo e do meio ambiente. As propostas são de interesse de todos os brasileiros, principalmente dos setores ligados ao agronegócio, ao meio ambiente, inclusive cooperativas, pois definem novas normas para desmatamento, terras agricultáveis e preservação ambiental. As audiências serão abertas ao público e contarão com a presença dos deputados federais Aldo Rebelo, Duarte Nogueira e Moacir Micheletto.

SERVIÇO - Audiências públicas sobre o Código Florestal Data: Quarta-feira, 3 de fevereiro

Horário e Local: Assis/SP - 9 horas - Cinema Municipal de Assis - Rua Brasil, 15 – Centro.

ASSIS (SP) SEDIA NESTA 4a. AUDIÊNCIA PARA DISCUTIR CÓDIGO FLORESTAL




Nesta 4ª. (03/02) prosseguirão as audiências públicas para a discussão do projeto de reforma do Código Florestal.



A primeira audiência foi realizada em Ribeirão Preto e contou com a presença de centenas de ambientalistas e sindicalistas, que produziram um manifesto de repúdio à tentativa de mudanças no Código, pretendida pelos ruralistas e que tem na Senadora Kátia Abreu a idealizadora da reforma e sua mais ardorosa defensora.



Para hoje está marcada uma nova audiência em Ribeirão Preto e em Assis.



A reunião de Assis está sendo aguardada com grande expectativa, pois na região está sediada uma das maiores unidades do Grupo Cosan e outras usinas menores, todas filiadas à ÚNICA. Ambientalistas e entidades de classe prometem movimentar a reunião que contará com a presença do relator do projeto na Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo.



A COLUNA DO SARDINHA estará presente cobrindo e produzindo matérias ao vivo durante o transcorrer do evento.







terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

GOVERNO ANTECIPA PARA MARÇO LEILÃO DE BELO MONTE

LUANA LOURENÇO
AGÊNCIA BRASIL

O Ministério de Minas e Energia antecipou a previsão de realização do leilão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Ontem (1º), após a liberação da licença ambiental prévia para o empreendimento, o governo anunciou que o certame ocorreria nos primeiros dias de abril. Hoje (2), o ministério informou que o leilão será realizado ainda em março.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve publicar o edital de Belo Monte nos próximos dias. Como o leilão chegou a ser marcado para dezembro – e foi adiado pela falta da licença ambiental – o texto provavelmente está pronto, deve passar apenas por ajustes. Após a divulgação do edital, o leilão pode acontecer em até 30 dias, a critério do MME.

IRONIA, POUCO CASO OU INTERESSES


Da Redação

Ao mesmo tempo em que a Eletrobrás anuncia a abertura de uma das comportas de Tucuruí, inundando áreas situadas abaixo da represa, o ministro Carlos Minc do Meio Ambiente anuncia a concessão de licença ambiental para a hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu.

Belo Monte vem para juntar-se à série de atentados ao meio ambiente perpetrados pelo governo Lula, pelos quais as gerações futuras hão de lamentar-se.

Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira, canalão do São Francisco, impropriamente chamado de “transposição”, a ampliação da fronteira da cana de açúcar em Mato Grosso, permitindo que ela se expanda no santuário ecológico do pantanal, modificação do Código Florestal, nitidamente para alforriar cavieiros e junte-se agora Belo Monte e o Brasil consagra-se como o paraíso das empreiteiras e dos canavieiros.

A construção de três multibilionárias hidrelétricas é realmente necessária neste momento? Ou atenderia apenas interesses de empreiteiras, que pouco a pouco estão infiltrando-se e dominando a administração pública, colocando-a a serviços dos seus interesses.

Haja vista a compra da Quattor pela Braskem (Odebretch/Petrobras), concedendo à empreiteira o monopólio da indústria química do petróleo, a autorização para que a Camargo Correia crie uma super-elétrica que vai deter 35% do mercado elétrico nacional e a desconhecida Delta, que cresceu apenas 2000% sob o governo Lula.

O sensível campo da energia deveria estar sob quarentena há muito tempo, a ponto de não se permitir aventuras tipo Belo Monte, Jirau e Santo Antonio, pois há em todo país, desde o tempo de FHC, quase meia centena de termelétricas acopladas às usinas de açúcar e álcool, que graças à “capacidade instalada” custam aos cofres públicos milhões de reais e não fornecem um watt para uso de terceiros, só beneficiando diretamente os canavieiros, que tem no presidente Lula o padrinho que os acoberta.

Lula, que vai deixando pelo caminho minas e armadilhas para deixar para seu sucessor, seja lá quem for, um país ingovernável, refém das empreiteiras e dos canavieiros, que reinarão soberanos.

DEPOIS DE VINTE ANOS IBAMA CONCEDE LICENÇA A BELO MONTE!

Marta Nogueira, Jornal do Brasil


RIO - Depois de 20 anos de discussão, a licença ambiental da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, Pará, foi aprovada segunda-feira pelo Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a empresa que vencer o leilão para construir a hidrelétrica será obrigada a investir cerca de R$ 1,5 bilhão em contrapartida ambiental. A usina terá potência instalada de 11.000 megawatts, a segunda maior do Brasil, atrás apenas da hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, que tem 14.000 megawatts.

O projeto prevê a inundação de uma área de 250 quilômetros quadrados da região, e a construção está estimada entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões. Para especialistas, o tamanho do impacto ambiental não se justifica, porque a hidrelétrica só poderá funcionar com capacidade máxima durante seis meses do ano, em função do fluxo do próprio rio.


 Indios Kaiapó que serão atingidos pela barragem

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ENTIDADES UNEM-SE CONTRA AS ALTERAÇÕES DO CÓDIGO FLORESTAL

Mais de quinhentos ambientalistas e mais de cem entidades estiveram dia 29 passado em Ribeirão Preto (SP) para protestar contra a tentativa de desmonte da legislação ambiental brasileira perpetrada pelo governo Lula,com apoio do agro-negócio. Da reunião saiu a carta abaixo.



A próxima manifestação está marcada para o próximo dia 3 de fevereiro na cidade de Assis (SP).

domingo, 31 de janeiro de 2010

PROTESTOS CONTRA CONSTRUÇÃO DE PONTE ITAPARICA-SALVADOR (Ba)


O escritor João Ubaldo Ribeiro lidera protesto contra a construção da ponte ligando Itaparica ao continente, que irá descaracterizar o bucolismo da ilha.



Assine petição on-line (endereço ao final).

João Ubaldo Ribeiro
Da Ilha de Itaparica (BA)

Como todos os anos, vim a Itaparica, para passar meu aniversário em minha terra, na casa onde nasci. Casa de meu avô, coronel Ubaldo Osório, que fez pouco mais na vida que amar e defender a ilha e seu povo. De lá para cá, muito se tem perpetrado para destruí-los física ou culturalmente e há nova tentativa em curso. Trata-se da anunciada construção de uma ponte de Salvador para cá. Isso é qualificado, por seus idealizadores, de progresso.

EMISSÃO DE POLUENTES PELA INDÚSTRIA TÊXTIL


A indústria têxtil possui um dos processos de maior geração de poluentes, contribuindo quantitativa e qualitativamente com carga poluidora rejeitada no meio ambiente, os quais, quando não correctamente tratados,são indutores de sérios problemas de contaminação ambiental.

Aqui deveremos considerar os impactos que esta indústria potencializa de uma forma horizontal, ou seja, os aspectos ambientais negativos associados ao processo produtivo considerados desde a fase de cultivo das matérias-primas utilizadas (como por exemplo a utilização de resíduos tóxicos de pesticidas e agentes para preservação do algodão e da lã...processos de tingimento e acabamento incluindo corantes, fosfatos, metais pesados e agentes de complexação) e finalmente os resíduos resultantes do mesmo processo de fabrico (como por exemplo os lodos)...

sábado, 30 de janeiro de 2010

DIA MUNDIAL DAS ZONAS ÚMIDAS - DOIS DE FEVEREIRO


Dia dois de fevereiro marca o  Dia Mundial das Zonas Úmidas. É a data da adoção da Convenção sobre Zonas Úmidas ocorrida em 2 de fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar  nas margens do Mar Cáspio. Anualmente, desde 1997, agências governamentais, organizações não-governamentais e grupos de cidadãos em todos os níveis da comunidade aproveitam a oportunidade para empreender ações destinadas a sensibilizar a opinião pública do valor das zonas úmidas, dos benefícios em geral, e da Convenção de Ramsar, em particular .
Em Brasilia haverá comemorações alusivas à data.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ÁGUA UM DESAFIO PARA O SÉCULO XXI

Quando as represas que abastecem a região da Grande São Paulo estão com água saindo pelo ladrão, o estudo realizado pela Agência Nacional de Águas e publicado pelo jornal "O Estado de São Paulo" mostra que a captação e o fornecimento do precioso líquido exigirá, para não entrar em colapso, de vultosos investimentos nos próximos quinze anos.
O problema da água no Brasil, que a tem em abundância, está muito mais ligado à adequação do que à escassez. A distribuição e captação por ser desigual dá origem a áreas críticas.
 Problema a ser resolvido.
À Redação

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

APRENDENDO COM A SABEDORIA POPULAR


Com baixo custo de implementação e alto potencial transformador, as tecnologias sociais surgidas do conhecimento das comunidades apontam saídas para problemas cotidianos da população




Por: Evelyn Pedrozo Fotos Martim Garcia
Galinheiro integrado ao cultivo de hortaliças e agrofloresta é tecnologia verde


Quando aquela mulher humilde, com os pés descalços sobre a terra, usou o termo “sustentabilidade” para falar sobre o que acontece em sua propriedade, o significado da palavra ganhou forma.

RADIAÇÃO EM POÇO PREOCUPA POPULAÇÃO






Mesmo após notificação da Secretaria de Saúde da Bahia e do Inga (Instituto de Gestão das Águas e Clima), água segue sendo consumida pela população

Greenpeace Brasil


Ativistas do Greenpeace protestaram em frente ao prédio da Secretaria de Recursos Hídricos de Caetité, município do sudoeste da Bahia que abriga uma mina de urânio operada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO TERÃO DNA CONGELADO


Museu Americano de História Natural preserva material para futuras pesquisas


Logo abaixo da exposição dos dinossauros, um laboratório no porão do edifício novecentista do Museu Americano de História Natural (AMNH na sigla em inglês), em Nova York, abriga a mais nova coleção da instituição: oito grandes cilindros criogênicos refrigerados por nitrogênio líquido. Chamada de Coleção Ambrose Monell para Pesquisa Molecular e Microbiana, o laboratório guarda milhares de microscópicas amostras genéticas congeladas. E a coleção recebeu alguns novos – e raros – espécimes.

CERTIFICADO DE REPOSIÇÃO FLORESTAL


Empresas recebem certificado de Reposição Florestal




Mais de 400 estabelecimentos do município de São Paulo fizeram a reposição de madeira e outros produtos florestais consumidos em 2008

O gerente da Grill Hall, André Barbosa, já sabe onde ficará o certificado de Reposição Florestal de sua churrascaria. “Vamos pendurar na entrada para que os consumidores vejam que cumprimos a lei e estamos ajudando o meio ambiente”, contou. Ele e mais 442 empresas de São Paulo receberam o certificado de Reposição Florestal da Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

NIGERIA - NÍVEIS PERIGOSOS DE RADIAÇÃO NAS RUAS DE AKOKÁN

Areva reconhece denuncias de radiação em ruas da Nigéria


Greenpeace Rianne Teule mede os níveis de radiação nas ruas de Akokán, cidade próxima a duas minas de urânio de propriedade da empresa francesa Areva. Rianne é parte da equipe do Greenpeace que pesquisou a área e encontrou níveis perigosos de radiação. A Areva havia declarado a segurança de radiação nas ruas.

 Greenpeace / Philip Reynaers

SANTA CATARINA - O LIXO ESCONDIDO EM BIGUAÇU

Ana Echevenguá



O Instituto Eco&Ação está elaborando um diagnóstico socioambiental de Santa Catarina. Sua equipe, através de pesquisa, entrevistas, captura de imagens e coleta de documentos, fará uma radiografia da situação atual dos recursos naturais do Estado e o tratamento a estes dispensados.


Engajados nesse projeto, no dia 15 de janeiro de 2010, eu, o cinegrafista Oberdan Corrêa e o jornalista Carlos Agne, sobrevoamos a região da Grande Florianópolis, sob os cuidados do Comandante Alexandre Schlichting, da Golden Air.

sábado, 23 de janeiro de 2010

PARA 94% DOS BRASILEIROS POBREZA PREOCUPA


BBC Brasil


Brasil tem maior taxa de preocupação com a pobreza entre os 23 países


A pobreza extrema no mundo é considerada um problema muito grave para 71% das pessoas em 23 países do mundo, segundo um levantamento encomendado pelo Serviço Mundial da BBC.


No Brasil, 94% das pessoas ouvidas afirmaram que a pobreza no mundo é um problema muito grave atualmente.

LIXO MARINHO CAUSA AUMENTO DA MORTALIDADE DE TARTARUGAS



 Carla Lisboa - Fonte: Envolverde/ICMBio

A negligência com o lixo tem sido uma das principais causas da elevação do número de mortes de tartarugas marinhas no litoral brasileiro. Somente entre janeiro e agosto deste ano, mais de 44% das tartarugas necropsiadas pela equipe do Projeto Tamar no litoral dos Estados do Ceará, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina morreram por causa da ingestão de lixo. O levantamento mostra que das 192 tartarugas mortas, 80 tinham objetos em seu trato digestivo (estômago), principalmente plástico.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

LIXO EM FLORIANÓPOLIS - ULTIMA NOTÍCIA - DIÁRIO CATARINENSE

TRANSPORTE DO LIXO

Licitação milionária é suspensa pela Justiça

Concorrência para o transporte e destinação final de resíduos em Florianópolis, no valor de R$ 74 milhões, é questionada


A escolha da empresa que será responsável pelo transporte e destinação final do lixo urbano produzido em Florianópolis entre 2010 e 2014, numa concorrência pública de R$ 74 milhões, está suspensa por decisão da Justiça. O juiz Hélio do Valle Pereira, da Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou a medida até que a prefeitura se manifeste sobre a suspeita de que o edital beneficiaria a atual empresa prestadora do serviço.

LICITAÇÃO IRREGULAR DO LIXO DE FLORIPA?


*Ana Echevenguá

Imagem do lixo a céu aberto no aterro da Proactiva, Biguaçu




Temporada de verão: a capital catarinense está cheia de turistas. Quem desconhece os nossos problemas, compra a propaganda midiática de que aqui é o paraíso e decide gastar seus tostões nas nossas praias.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CÓDIGO FLORESTAL - REFORMAR PARA QUÊ?

Governo retoma discussão sobre Código Florestal





Depois de assinar, no fim do ano passado, o novo decreto que prorroga por dois anos o prazo para que os latifundiários que desmataram possam se regularizar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai retomar as discussões sobre o Código Florestal, agora envolvendo a equipe ministerial. Ao que tudo indica, as pastas de Meio Ambiente e da Agricultura sentarão na próxima semana para tentar acabar com a polêmica em torno do novo texto.

EMPRESAS BRASILEIRAS ENVOLVIDAS EM DENÚNCIAS NO PARAGUAI

Por Guilherme Dreyer Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com


Em briga de cachorro grande, que envolve a participação da organização não-governamental Survival e, até mesmo, da Anistia Internacional, empresários brasileiros, proprietários da empresa agrícola Yaguareté Porã SA, voltaram a desmatar as terras onde viveriam uma das últimas tribos isoladas da América do Sul.



A denúncia, que repercutiu nos principais meios de comunicação do Paraguai, foi protocolada pela organização Gente, Ambiente e Território (GAT), que zela pela defesa dos indígenas Ayoreo Totobiegosode que seguem à margem do contato com a “civilização”.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A EDUCAÇÃO NO MUNDO



A crise financeira ameaça baixar os níveis de educação em todo o mundo, afirma um relatório da Unesco. Enquanto países empobrecidos tentam equilibrar seus orçamentos diante de economias minguantes, qualquer esperança de alcançar as Metas do Milêmio para a educação pode ser frustrada.


A meta fundamental é que todas as crianças do mundo tenham educação primária até 2015, diz Kevin Watkins, coordenador do ‘Educação para Todos - Relatório Global de Monitoramento 2010’, apresentado nesta terça-feira.

ENCENAÇÃO DA ILHA DE SÃO VICENTE

Raquel Santos/uol

Considerado pelo Guiness Book (livro dos recordes) o maior espetáculo teatral em areia de praia do mundo, a Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, por Martim Afonso de Souza, se transformou em patrimônio cultural e referência nacional no que diz respeito ao resgate da memória histórica da primeira cidade do Brasil. Ao todo são mais de 2,5 mil pessoas envolvidas na produção e bastidores do espetáculo, cerca de mil atores, 3 mil peças de figurino, 300 objetos cenográficos, 280 toneladas de ferro nas arquibancadas e 1500 m² de camarins. Além disso, as exibições (ao ar livre) são feitas em uma arena de 20 mil m², com capacidade para 10 mil expectadores por dia na praia do Gonzaguinha.


Foto: Encenação 2009 (divulgação) prefeitura de são Vicente




A Encenação faz parte das comemorações do aniversário de São Vicente (que completará 478 anos), em 22 de janeiro. Em sua 28ª edição, as apresentações ocorrerão entre os dias 18 e 24. Embora o tema apresentado todos os anos seja o mesmo, o foco da narrativa traz sempre uma novidade. Em 2010 abordará a "Democracia nas Américas", que teve roteiro escolhido por meio de concurso popular. A mesma iniciativa foi adotada para a seleção da atriz Marissol Dias, que interpretará a Índia Bartira, uma das personagens centrais do enredo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A DESCOSTRUÇÃO DO DESCASO



Por Jamile Chequer

Grupos impactados por toda sorte de projetos - que vão desde o plantio da cana-de-açúcar e eucalipto à construção de hidrelétricas e exploração de minério - denunciaram a violação de seus direitos e a depredação do meio ambiente nas regiões onde moram. Os relatos foram feitos durante o I Encontro Sul-americano de Populações Afetadas por Projetos Financiados pelo BNDES, de 23 a 25 de novembro.

Nas cinco regiões do país, milhares de pessoas – ribeirinhos(as), quilombolas, indígenas, pescadores(as), agricultores(as) etc – sofrem com a implantação do “desenvolvimento”. O número é imensurável, a quantidade de pessoas que configuram como impactadas diretamente pelas obras é infinitamente menor que a relatada pelos grupos que ali estiveram.

No encontro, pôde-se perceber que a extensão dos danos desses projetos que envolvem grandes empresas vão além, e muito além, da valoração material. Vistas como “entraves para o desenvolvimento”, essas populações sofrem com barragens construídas a poucos metros de suas casas; nuvem de poeira por retirada de minério das jazidas; atropelamento em vias férreas sem sinalização ou passagem para pedestres; assoreamento, poluição e extinção de rios; manguezais destruídos; envenenamento e extinção de peixes, barulho constante; trânsito crescente com a presença maciça de grandes caminhões. “Nós, ribeirinhos, não temos mais o direito de pescar. Dizem que a causa é a natureza. Impacto da natureza que nada, é a desgraça da hidrelétrica”, denuncia Cleide Passos, coordenadora do Movimento de Atingidos por Barragem.