sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pensamentos e Sonhos sobre o Brasil

boff
por Leonardo Boff
1. O povo brasileiro se habituou a “enfrentar a vida” e a conseguir tudo “na luta”, quer dizer, superando dificuldades e com muito trabalho. Por que não iria “enfrentar” também o derradeiro desafio de fazer as mudanças necessárias, para criar relações mais igualitárias e acabar com a corrupção?
2. O povo brasileiro ainda não acabou de nascer. O que herdamos foi a Empresa-Brasil com uma elite escravagista e uma massa de destituídos. Mas do seio desta massa, nasceram lideranças e movimentos sociais com consciência e organização. Seu sonho? Reinventar o Brasil. O processo começou a partir de baixo e não há mais como detê-lo.
3. Apesar da pobreza e da marginalização, os pobres sabiamente inventaram caminhos de sobrevivência. Para superar esta anti-realidade, o Estado e os políticos precisam escutar e valorizar o que o povo já sabe e inventou. Só então teremos superado a divisão elites-povo e seremos uma nação una e complexa.
4. O brasileiro tem um compromisso com a esperança. É a última que morre. Por isso, tem a certeza de que Deus escreve direito por linhas tortas. A esperança é o segredo de seu otimismo, que lhe permite relativizar os dramas, dançar seu carnaval, torcer por seu time de futebol e manter acesa a utopia de que a vida é bela e que amanhã pode ser melhor.
5. O medo é inerente à vida porque “viver é perigoso” e sempre comporta riscos. Estes nos obrigam a mudar e reforçam a esperança. O que o povo mais quer, não as elites, é mudar para que a felicidade e o amor não sejam tão difíceis.
6. O oposto ao medo não é a coragem. É a fé de que as coisas podem ser diferentes e que, organizados, podemos avançar. O Brasil mostrou que não é apenas bom no carnaval e no futebol. Mas também bom na agricultura, na arquitetura, na música e na sua inesgotável alegria de viver.
7. O povo brasileiro é religioso e místico. Mais que pensar em Deus, ele sente Deus em seu cotidiano que se revela nas expressões: “graças a Deus”, “Deus lhe pague”, “fique com Deus”. Deus para ele não é um problema, mas a solução de seus problemas. Sente-se amparado por santos e santas e por bons espíritos e orixás que ancoram sua vida no meio do sofrimento.
8. Uma das características da cultura brasileira é a alegria e o sentido de humor, que ajudam aliviar as contradições sociais. Essa alegria nasce da convicção de que a vida vale mais do que qualquer coisa. Por isso deve ser celebrada com festa e diante do fracasso, manter o humor. O efeito é a leveza e o entusiasmo que tantos admiram em nós.
9. Há um casamento que ainda não foi feito no Brasil: entre o saber acadêmico e o saber popular. O saber popular nasce da experiência sofrida, dos mil jeitos de sobreviver com poucos recursos. O saber acadêmico nasce do estudo, bebendo de muitas fontes. Quando esses dois saberes se unirem, seremos invencíveis.
10. O cuidado pertence à essência de toda a vida. Sem o cuidado ela adoece e morre. Com cuidado, é protegida e dura mais. O desafio hoje é entender a política como cuidado do Brasil, de sua gente, da natureza, da educação, da saúde, da justiça. Esse cuidado é a prova de que amamos o nosso pais.
11.Uma das marcas do povo brasileiro é sua capacidade de se relacionar com todo mundo, de somar, juntar, sincretizar e sintetizar. Por isso, ele não é intolerante nem dogmático. Gosta e acolhe bem os estrangeiros. Ora, esses valores são fundamentais para uma globalização de rosto humano. Estamos mostrando que ela é possível e a estamos construindo.
12. O Brasil é a maior nação neolatina do mundo. Temos tudo para sermos também a maior civilização dos trópicos, não imperial, mas solidária com todas as nações, porque incorporou em si representantes de 60 povos que para aqui vieram. Nosso desafio é mostrar que o Brasil pode ser, de fato, um pedaço do paraíso que não se perdeu.
Leonardo Boff é autor de: Depois de 500 anos:que Brasil queremos,Vozes 2000.

Solvente industrial aumenta risco de Parkinson

Tricloroetileno
da BBC
Um estudo internacional concluiu que pessoas expostas ao solvente industrial tricloroetileno (TRI) no ambiente de trabalho têm um risco seis vezes maior de apresentar mal de Parkinson
Diversos usos da substância química foram proibidos ao redor do mundo, devido a preocupações sobre sua toxicidade, mas o TRI ainda é utilizado como agente desengordurante.
Estudos anteriores indicam que a doença é causada por uma mistura de fatores genéticos e ambientais. Alguns dos sintomas são tremores e dificuldades de movimento e de fala.
Semelhança genética
A pesquisa queria analisar os efeitos da exposição a seis tipos de solvente, incluindo o TRI.
Os pesquisadores de institutos dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Argentina analisaram dados de 99 pares de gêmeos selecionados a partir de registros americanos, em que um dos irmãos tinha mal de Parkinson e o outro não.
A decisão de estudar gêmeos foi tomada porque eles são semelhantes geneticamente e muitas vezes tem estilos de vida parecidos, o que reduz a ocorrência de resultados artificiais.
Solventes
Os resultados estão sendo apresentados como o primeiro estudo a fazer "uma associação significativa" entre a exposição ao TRI e o mal de Parkinson.
Os solventes percloroetileno e tetracloreto de carbono também "indicaram risco significativo de desenvolver a doença".
Os outros três solventes analisados, tolueno, xilol e n-hexano, não apresentaram relação estatística com a presença de mal de Parkinson.
Efeito tardio
"Nosso estudo confirma que agentes contaminantes comuns podem aumentar o risco de desenvolvimento de mal de Parkinson, o que tem implicações consideráveis em termos de saúde pública", disse Samuel Goldman, do Instituto de Parkinson em Sunnyvale, Califórnia, que co-liderou a pesquisa publicada pelo Annals of Neurology.
"Nossas descobertas, assim como relatos de casos anteriores, sugerem que pode haver uma diferença de até 40 anos entre a exposição ao TRI e o aparecimento do mal de Parkinson, o que cria uma janela de oportunidade fundamental para que se controle o desenvolvimento da doença antes de os sintomas clínicos surgirem."
Michelle Gardner, gerente de desenvolvimento de pesquisa da instituição Parkinson's UK disse esse é o primeiro estudo que relaciona o TRI à doença, mas frisou que "muitos dos usos anteriores do solvente foram descontinuados por razões de segurança mais de 30 anos atrás e que os sistemas de proteção em locais de trabalho em que substâncias químicas fortes como este solvente são usadas melhoraram muito nos últimos anos".
Gardner também acredita que estudos maiores são necessários para confirmar a ligação.
*Até o momento não existe nenhuma lei em âmbito nacional que proíba o uso de tricloroetileno

Relatório sobre impactos dos agrotóxicos na saúde é aprovado na Câmara

da Radioagência NP, Vivian Fernandes
Um relatório que aponta 13 problemas relacionados ao uso de agrotóxicos, como a falta de fiscalização e seus efeitos sobre a saúde humana, é aprovado na Câmara dos Deputados. A votação ocorreu na última quarta-feira (23) na subcomissão sobre o uso de agrotóxicos e suas consequências à saúde, ligada à Comissão de Seguridade Social e Família da Casa.
Entre os problemas apresentados no documento, está a falta de segurança no controle da comercialização desses produtos. O texto destaca que os estados e a União não possuem dados concretos sobre o mercado de agrotóxicos no país.
Outro ponto do relatório sinaliza para o surgimento de doenças - como câncer e alergias - causadas pelo uso de agrotóxicos, tanto nos trabalhadores em contato com os produtos, quanto nos consumidores de alimentos contaminados.
O relator do texto e deputado Padre João (PT-MG) afirma que “é a primeira vez na história do Congresso que temos um documento oficial ponderando sobre a utilização de agrotóxicos na produção de alimentos no Brasil”. Ele aponta também a viabilidade da produção agroecológica como modelo agrícola de qualidade e produtividade em larga escala.

Guterres alerta sobre riscos de deslocamentos devido a mudanças climáticas


ACNUR B.BANNON
O clima é uma crescente causa de deslocamento na África, onde algumas zonas têm sido devastadas pela seca.
 DA ACNUR
O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, alertou essa semana em Genebra, o Conselho de Segurança da ONU sobre a crescente ameaça à segurança e à paz internacional resultante das mudanças climáticas e de sua interação com outros fatores de deslocamento massivo.
Falando em Nova York aos membros do Conselho, Guterres disse que as mudanças climáticas estavam intensificando tanto a escala quanto a complexidade do deslocamento global. Ele também alertou sobre os riscos de se tratar as mudanças climáticas de maneira isolada, sem relacioná-las às grandes tendências globais, como crescimento populacional, urbanização, escassez de água e aumento da insegurança alimentar e energética.
“A pergunta simplista ‘quantas pessoas serão deslocadas pelas mudanças no clima?’ possui pouco valor”, disse. “Em vez disso, deveríamos estar abordando a questão mais complexa sobre a maneira com que o aquecimento global, o aumento do nível do mar e as alterações nos padrões climáticos estão interagindo com, e reforçando, outros desequilíbrios globais, de modo a produzir importantes fatores de instabilidade, conflito e deslocamento”.
Guterres mencionou a diminuição das capacidades agrícolas de países em desenvolvimento e a disputa por recursos, como água e terra arável, como potenciais causas de conflito e deslocamento. Ele também falou sobre os riscos à cidadania de pessoas forçadas a abandonar pequenos países insulares devido ao aumento do nível do mar, e sobre a crescente evidência da relação entre mudanças climáticas e inundações e outros tipos de desastres naturais – os quais, de acordo com as estimativas, deslocaram mais de 40 milhões de pessoas em 2010.
“O processo de mudança climática e seu papel em reforçar outros desequilíbrios globais constitui uma importante ameaça à paz e à segurança”, afirmou. “Em um mundo que se torna cada vez menor e que enfrenta, pela primeira vez, limitações físicas ao crescimento econômico, essa ameaça só poderá crescer”.
Guterres pediu aos membros do Conselho de Segurança que tomem medidas para limitar o papel das mudanças climáticas como fator de conflito e deslocamento. Disse que era um imperativo para a comunidade internacional estabelecer um programa de apoio para ajudar os países pobres a se adaptarem e lidar com as conseqüências destas mudanças. Além disso, Guterres instou a comunidade internacional a formular e adotar um conjunto de princípios para assistir as pessoas forçadas a se deslocar devido a catástrofes ambientais, já que estas pessoas podem não cumprir com as condições necessárias para serem reconhecidas como refugiadas de acordo com o Direito Internacional.
“Prover um apoio humanitário deste tipo é um imperativo. Mas é também do nosso interesse”, disse Guterres. “Se as mudanças climáticas não forem controladas, e se não formos capazes de encontrar soluções sustentáveis para as populações deslocadas estaremos criando as condições para futuras violações à paz e à segurança”.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Empresas russas começam a se esforçar para poupar recursos energéticos

Empresas russas começam a se esforçar para poupar recursos energéticos
Foto: Alamy_LegionMedia
da Gazeta Russa
Rima Avchalúmova, Vedomosti.ru

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) da Rússia lançou este mês uma calculadora “verde” para avaliar as emissões de CO2 produzidas pelas empresas russas e a rentabilidade da aplicação de tecnologias para poupar energia.

Para calcular a pegada de carbono, a empresa interessada deve introduzir na calculadora seus indicadores de consumo de energia elétrica e térmica, água quente e fria, papel, bem como informações sobre as atividades realizadas para poupar recursos energéticos. Para o desenvolvimento da calculadora, foram utilizados os dados da agência de Murmansk do Banco de Poupança da Rússia.

“Analisando e reduzindo os custos de energia, uma empresa pode economizar dinheiro e reduzir sua pressão sobre o meio ambiente”, diz Iúlia Polônskaia, diretora de programas de política ambiental do setor financeiro do WWF.

Porque é necessário fazer cálculos

“A possibilidade de economizar em custos de energia nos despertou grande interesse. Por isso, aceitamos a proposta do WWF de utilizar nossos dados para o desenvolvimento da calculadora”, diz Ígor Koróvin, chefe do setor administrativo da agência de Murmansk do Banco de Poupança. “Ainda não começamos a usá-la, acabamos de entender como tudo isso funciona.”

O Banco de Poupança tem pronto um programa de economia de energia e recursos. Segundo o banco, os maiores gastos em energia são eletricidade e calefação. Substituindo as lâmpadas comuns por lâmpadas LED e utilizando isolantes térmicos modernos para paredes, uma empresa pode reduzir significativamente seu consumo de energia. “A economia pode ser sentida já no primeiro trimestre do próximo ano e se tornará evidente em cerca de dois anos. Os recursos investidos uma vez terão efeito econômico durante anos”, acredita Ígor Koróvin.

“O gerenciamento da eficiência energética é um tema atual para o empresariado russo”, afirma Antón Khódko, diretor de projetos do departamento de estratégia e desenvolvimento do Banco de Poupança da Federação da Rússia. “Nós, como muitos outros participantes do mercado, mostramos interesse pela possibilidade de avaliar e gerir, com a ajuda de uma calculadora de carbono, os custos de energia.”

Quem precisa disso 

“Uma calculadora de pegadas de carbono pode ser útil a qualquer empresa russa”, acredita Ksênia Lechínskaia, diretora do setor de serviços de desenvolvimento sustentável da empresa Ernst & Young. “A Ernst & Young tem implantado coerentemente em seus escritórios um programa de redução de impactos negativos sobre o meio ambiente”, diz Ksênia Lechínskaia, apontando como principais elementos do programa a redução do consumo de energia elétrica, o fim do uso de louças descartáveis, a minimização do consumo de papel e o envio do papel usado para a reciclagem, a substituição parcial de viagens para encontros com os clientes por videoconferências. A empresa dispensa especial atenção à formação da consciência ambiental em seu pessoal e clientela.

A questão do cálculo da pegada de carbono também interessa ao banco Rosbank. Desde 2011, o banco utiliza uma técnica de coleta de dados sobre os indicadores ambientais da Groupe Société Générale que inclui, entre outras coisas, o cálculo automático das emissões de CO2 pelo método da SG. A ferramenta proposta pelo WWF é vista pelo banco Rosbank como muito útil às empresas empenhadas em monitorar e otimizar seus custos administrativos.

“Para maior precisão, a fórmula deve ser adaptada a uma determinada região”, considera Arína Slinkó, diretora de relações públicas da empresa de investimento O1Properties. “É necessário ter em conta o clima e localização geográfica. Em nosso caso, a calculadora pode contribuir para a redução de nossos custos operacionais e a elevação da eficiência energética de  nossos centros de negócios”, completa.

A O1Properties realiza atividades de jardinagem e arborização em torno de seus centros empresariais, acreditando que esse indicador também pode ser utilizado nos cálculos, uma vez que as árvores absorvem o CO2. “Muitos centros empresariais têm seus próprios restaurantes, que produzem uma certa quantidade de CO2 durante a preparação da comida. Esse fator também deve ser levado em conta”, sugere Arína Slnkó.

Quais são os benefícios

Na Noruega, país de clima semelhante ao da Rússia e citado pelo WWF como exemplo, o problema da economia de energia preocupa quase todos os habitantes. Na Rússia, país com um alto potencial de energia, essa ideia vem ganhando espaço muito lentamente, segundo afirmam especialistas.

“Os empresários russos investem em tecnologias de poupança de energia para obter maiores quantidades de produtos com o mesmo nível de consumo de recursos energéticos”, adianta Ksênia Lechínskaia, da Ernst & Young. Ksênia também destaca o aumento da atenção para com as questões ambientais entre as empresas russas: muitas empresas estão adotando sistemas de gestão ambiental. No entanto, o atraso nessa área em relação às empresas ocidentais é grande.

“Uma das perguntas-chave feitas no seminário do WWF pelo empresariado russo foi “para quê?”. Se tudo está mais ou menos claro em termos de redução do consumo de energia (economia em custos de serviços públicos), a necessidade da certificação voluntária causa muitas perguntas, inclusive “por que isso é necessário?”. Na Noruega, os projetos que envolvem tecnologias de economia de energia têm até 20% dos recursos aplicados subsidiados pelo Estado e se beneficiam de condições especiais de empréstimo nos bancos locais. Nosso país não oferece tais benefícios”, conclui Arína Slinkó.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

URGENTE - VOLUNTÁRIO DERRAME CHEVRON

Se você recebeu este email, é sinal de que você pode ajudar a salvar vidas!
Por favor, leia até o final e use sua consciência para decidir.

Esta semana a imprensa divulgou aquilo que já falávamos: uma tragédia anunciada. Um poço da CHEVRON ameaça a rica fauna marinha do sudestebrasileiro.

Aos que fizeram o nosso curso de capacitação, aos que pretendem auxiliar em equipe de solo e apoio às equipes de RESGATE DE ANIMAIS MARINHOS EM DERRAMES DE PETRÓLEO  e querem ajudar, por favor, enviem um email com as seguintes informações:

Destinatário: derramechevron@seashepherd.org.br (estará funcionando por 6 meses a partir de hoje, portanto será desativado em junho de 2012)

Título do e-mail: URGENTE - VOLUNTÁRIO DERRAME CHEVRON

Nome:
RG:
CPF:
Telefone fixo e celular (podemos contatá-lo à noite):
Disponibilidade de dias e horário para auxiliar nos locais atingidos (pode ser qualquer praia do sudeste brasileiro):
Anexo a sua resposta deve ser enviada a FICHA DE VOLUNTÁRIOS que você pode baixar neste link:http://www.seashepherd.org.br/download/ficha_voluntarios.doc ou usar o anexo enviado neste em-mail.

A vida marinha agradece!
 Gisele Pontes
Voluntária Comunicação Sea Shepherd RJ
www.seashepherd.org.br

Jovens encurralam e matam baleias durante ritual nas ilhas Faroë



    Segundo ONG, mil baleias morrem todos os anos
                     por causa da Grindadrap

Dezenas de baleias-piloto foram mortas nesta terça-feira (22) durante um tradicional ritual que ocorre nas ilhas Faroë, um território autônomo da Dinamarca.
A caça às baleias-piloto é um ritual permitido pelas autoridades locais, chamado de Grindadrap.
Quando um grupo grande de baleias é visto, alguns barcos de pesca cercam os animais e os encurralam perto da praia. Então, homens e meninos entram na água com ganchos e facas para matar as baleias.
O Grindadrap é permitido nas ilhas Faroë pois seus moradores, que são descendentes de vickings, se alimentam há mais de mil anos da carne dessa espécie de baleia.
Segundo os moradores locais, o Grindadrap não é feito para fins comerciais. Eles alegam que a carne das baleias é dividida igualmente entre os membros da comunidade.
A matança, no entanto, é duramente criticada por organizações estrangeiras. De acordo com a ONG The Ecologist, “em nome de um patrimônio cultural”, cerca de mil baleias são assassinadas anualmente na ilha.

PESSOAS EM TODO O MUNDO SÃO CONTRA A MATANÇA NAS ILHAS FARÓE
TODA CRIATURA TEM DIREITO À VIDA!

Brasil perde para outros Brics na hora de proteger suas florestas


Desmatamento na Amazônia (Pará) / AFP
Estudo comparou o desmatamento e a recuperação florestal em 11 países
da BBC 

O Brasil está atrás de China, Rússia e Índia no combate ao desmatamento e na recuperação da área florestal perdida. Esta é a conclusão de um estudo organizado pelo instituto brasileiro Imazon e o Proforest, ligado à Universidade de Oxford, que estudo comparou a situação em 11 países e mostra que nos quesitos preservação e reflorestamento o Brasil está perdendo a corrida com outros países dos Brics.

Estamos atualmente no fundo do poço e desses bem profundos, porque quando ainda é pobre, o país dilapida suas florestas, mas à medida que se torna emergente, começa a mostrar uma curva ascendente. Mas o que vemos aqui não é nada disso. O Brasil já é emergente e continua caindo, já que perde mais florestas do que planta."
Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon
O estudo, divulgado no momento em que o Senado debate os termos do novo Código Florestal quanto ao tratamento de áreas verdes do país, compara a forma com que o Brasil e outros países lidam com o tema e analisa o que está sendo feito de suas florestas.
Se colocados lado a lado, os dados mostram que, enquanto China, Índia e Rússia têm criado leis para proteger suas florestas e agem para recuperar o que já foi devastado, o Brasil segue na contra-mão, desmatando mais do que é reflorestado.
O levantamento, denominado "Um Resumo do Status das Florestas em Países Selecionados", verificou um padrão semelhante nos países analisados. Primeiro, passam por intenso processo de desmatamento, normalmente quando estão se desenvolvendo, para abrir espaço para a agricultura e explorar matérias-primas.
Em seguida, essa devastação é interrompida por fatores que vão da escassez dos produtos florestais à preocupação ambiental. Começa então uma curva ascendente, com políticas de proteção ambiental e reflorestamento.
Fundo do poço
Para Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon e coordenador do levantamento no país, o Brasil está longe de acompanhar os outros Brics.
"Estamos atualmente no fundo do poço e um desses bem profundos, porque quando ainda é pobre, o país dilapida suas florestas, mas à medida que se torna emergente, começa a mostrar uma curva ascendente", disse Veríssimo à BBC Brasil.
"Mas o que vemos aqui não é nada disso. O Brasil já é emergente e continua caindo, já que perde mais florestas do que planta", afirma o pesquisador, lembrando que se originalmente o país tinha 90% de seu território coberto por florestas, hoje essa proporção é de 56%. 
O exemplo mais contundente talvez seja a China, que com um amplo programa oficial superou a fase de devastação intensa e já conseguiu recuperar suas florestas, apesar de ainda serem limitadas. Segundo dados da FAO, a cobertura florestal do país em 1950 não chegava nem a 10% do território, enquanto hoje ocupa 22%. 
"O principal interesse chinês é impulsionar sua economia e criar uma reserva estratégica para o país, protegendo, por exemplo, áreas como as que têm recursos hídricos", afirma Veríssimo. 
A legislação da China impede que florestas sejam suprimidas em prol de mineração ou projetos de infraestutura e só abre exceções mediante a autorização governamental e pagamento de taxa de restauração ambiental.
Curva ascendente
Já a Rússia, país com maior cobertura florestal do mundo, ampliou essa área em 15% em 60 anos e hoje tem quase metade de seu território coberto por florestas. O crescimento deve-se a uma melhoria na legislação, também resultado da menor dependência da área rural. 
Segundo o estudo, a Índia também já começou avançar rumo ao reflorestamento, embora em um nível bem mais tímido, de 21% para 22%. Mas o pesquisador lembra que os entraves indianos são muitos mais duros do que os brasileiros, já que eles vivem em território muito menor que o nosso com uma população cerca de seis vezes maior. 
O estudo do Imazon e da Proforest, que incluiu também países europeus e da América do Norte, deixa claro que para fazer progresso nessa trajetória de recuperação ambiental são precisos incentivos do governo. 
Setores ruralistas rejeitam as conclusões do estudo pois acreditam que a falta de incentivo governamental no Brasil invalida as comparações. Eles alegam que o estudo põe lado a lado países que não são comparáveis, justamente por receberem benefícios em prol da conservação ambiental
"Esse estudo é uma interpretação parcial dos dados, porque mostra que países que, após devastarem quase toda a área verde que tinham, vêm replantando com recursos obtidos na forma de incentivos financeiros e indenizações para áreas que deixam de produzir alimentos", disse à BBC Brasil, Assuero Veronez, vice-presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária). 
"E não podemos comparar isso com a nossa legislação, que apenas restringe o uso sem qualquer tipo de indenização ou compensação ao proprietário."

terça-feira, 22 de novembro de 2011

CARTA DOS ESTUDANTES GUARANI E KAIOWÁ


MANIFESTO

No início da manhã do dia 18 de novembro, 40 pistoleiros assassinaram brutalmente o cacique NÍSIO, Guarani Kaiowá, do estado de Mato Grosso do Sul. O conflito em função da terra já acumula outros crimes e violências.

Incentivados e apoiados por uma professora das ciências sociais, Aline Crespe, os estudantes Kaiowá escreveram uma carta em repúdio ao homicídio do cacique Nísio. Estamos coletando assinaturas de apoio à carta dos estudantes e entregaremos às autoridade e Secretaria de Direitos Humanos no dia 1º de dezembro. As assinaturas podem ser postadas diretamente no blog ou enviadas para o Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso:

direitoshumanosmt@gmail.com
http://direitoshumanosmt.blogspot.com/2011/11/massacre-de-indios-em-acampamento-em.html
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CARTA DOS ESTUDANTES GUARANI E KAIOWÁ

Por volta das seis horas chegaram os pistoleiros. Os homens entraram em fila já chamando pelo Nísio. Eles falavam segura o Nísio, segura o Nísio. Quando Nísio é visto, recebe o primeiro tiro na garganta e com isso seu corpo começou tremer. Em seguida levou mais um tiro no peito e na perna. O neto pequeno de Nísio viu o avô no chão e correu para agarrar o avô. Com isso um pistoleiro veio e começou a bater no rosto de Nísio com a arma. Mais duas pessoas foram assassinadas. 

Alguns outros receberam tiros mas sobreviveram. Atiraram com balas de borracha também. As pessoas gritavam e corriam de um lado para o outro tentando fugir e se esconder no mato. As pessoas se jogavam de um barranco que tem no acampamento. Um rapaz que foi atingido por um tiro de borracha se jogou no barranco e quebrou a perna. Ele não conseguiu fugir junto com os outros então tiveram que esconder ele embaixo de galhos de árvore para que ele não fosse morto.

Outro rapaz se escondeu em cima de uma árvore e foi ele que me ligou para me contar o que tinha acontecido. Ele contou logo em seguida. Ele ligou chorando muito. Ele contou que chutaram o corpo de Nísio para ver se ele estava morto e ainda deram mais um tiro para garantir que a liderança estava morta. Ergueram o corpo dele e jogaram na caçamba da caminhonete levando o corpo dele embora.

Nós estamos aqui reunidos para pedir união e justiça neste momento.

Afinal, o que é o índio para a sociedade brasileira?

Vemos hoje os direitos humanos, a defesa do meio ambiente, dos animais. Mas e as populações indígenas, como vem sendo tratadas?

As pessoas que fizeram isso conhecem as leis, sabem de direitos, sabem como deve ser feita a demarcação da terra indígena, sabem que isso é feito na justiça. Então porque eles fazem isso? Eles estão acima da lei?

O estado do Mato Grosso do Sul é um dos últimos estados do Brasil mas é o primeiro em violência contra os povos indígenas. É o estado que mais mata a população indígena. Parece que o nazismo está presente aqui. Parece que o Mato Grosso do Sul se tornou um campo de fuzilamento dos povos indígenas. Prova disso é a execução do Nísio. Quando não matam assim matam por atropelamento. Nós podemos dizer que o estado, os políticos e a sociedade são cúmplices dessa violência quando eles não falam nada, quando não fazem nada para isso mudar. Os índios se tornaram os novos judeus.

E onde estão nossos direitos, os direitos humanos, a própria constituição? E nós estamos aí sujeito a essa violência. Os índios vivem com medo, medo de morrer. Mas isso não aquieta a luta pela demarcação das terras indígenas. Porque Ñandejara está do lado do bom e com certeza quem faz a justiça final é ele. Se a justiça da terra não funcionar a justiça de deus vai funcionar.

ESTUDANTES GUARANI E KAIOWÁ DOS CURSOS DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HISTÓRIA E MORADORES DA ALDEIA DE AMAMBAÍ.

DIÓXIDO DE TITÂNIO CONTRA A POLUIÇÃO DO AR

Scanning electron micrograph of titanium dioxide particlesTiny loose flakes of titanium dioxide are used in cosmetics, toothpaste and sunscreen - imagem e matéria BBC
por Stephanie D'ornelas/hipescience.com
A poluição do ar está há mais de uma década preocupando ambientalistas, que não podem fazer muito mais do que alertar os países sobre os riscos que as indústrias oferecem. Mas a química tem sido capaz, a partir de inovações tecnológicas, de proporcionar soluções sustentáveis para o problema. Um dos novos “heróis” da limpeza do ar é o dióxido de titânio.
Usado em uma ampla variedade de materiais, que vão desde pastas de dente e filtro solar até concreto para obras de engenharia civil, o dióxido de titânio é um composto químico altamente sustentável. Além de neutralizar os poluentes do ar, funcionando como uma espécie de filtro, esse material se limpa sozinho.
Parece ficção científica, mas é exatamente isso. A água da chuva, ao entrar em contato com uma camada de dióxido de titânio suja por qualquer impureza, adere à superfície e se espalha de forma equânime. É uma espécie de lavagem automática.
Devido a essa curiosa habilidade natural para remover a sujeira, pequenos flocos de dióxido de titânio são usados em cosméticos, pastas de dente e filtros solares. Apesar disso, não é exatamente essa característica química que confere ao dióxido de titânio um papel fundamental contra a poluição do ar.
Esse mérito é verificado na produção de concreto para obras de engenharia civil. Quando uma parede é revestida com uma camada de dióxido de titânio, tem início uma interessante reação. Os raios ultravioleta, emitidos pelo sol, fazem o dióxido de titânio liberar radicais livres. Estas substâncias, por sua vez, têm a capacidade de decompor os principais agentes que poluem a atmosfera. Logo, é um purificador natural do ar.
Grandes obras arquitetônicas já usam esse princípio. Um exemplo é a Igreja do Jubileu, em Roma (Itália). Uma empresa japonesa, por sua vez, já fabrica blocos para calçada revestidos de dióxido de titânio, em escala industrial. De olho nos benefícios ambientais e econômicos que a novidade pode trazer, os governos europeus já planejam formas de ampliar a produção e comercialização desse material. 
http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-15694973