terça-feira, 8 de novembro de 2011

Estudo comprova propriedades funcionais de frutas do Cerrado Gabiroba, guapeva e murici podem ser usadas pelas indústrias farmacêutica e alimentícia

MARIA ALICE DA CRUZ/jornal da UNICAMP
Gabiroba, guapeva e murici são frutas comumente saboreadas no Cerrado brasileiro, mais precisamente na região Centro-Oeste. Apesar da crença popular de que teriam efeitos positivos na saúde humana, nunca foi descrito na literatura o potencial anti-inflamatório e antioxidante dessas espécies. Um estudo pioneiro associando ciência de alimentos e saúde apresenta resultados positivos em relação ao potencial biológico destas frutas.
Diante da comprovação, se utilizadas nas indústrias farmacêutica, alimentícia e cosmética, as frutas devem contribuir no combate ao desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, tais como câncer e diabetes. “As frutas podem ser usadas tanto na forma in natura ou como ingredientes funcionais nessas indústrias”, ressalta Luciana Malta, autora da tese.
Essas pequenas, mas poderosas, frutas devastadas durante o processo mecanizado de “limpeza” e adubo da terra no Cerrado poderiam mudar a história de muitas pessoas na luta contra o câncer e outras doenças. Comparadas a outras drogas já conhecidas no mercado, as frutas apresentaram alto potencial, segundo Luciana, podendo ser usadas no enriquecimento de produtos comestíveis pela indústria alimentícia. “Além disso, seus compostos ativos poderiam ser retirados e encapsulados pela indústria farmacêutica, já que não observamos nenhum nível toxicológico ao testar os extratos em animais”, enfatiza.
Ao aplicar os extratos das frutas em diferentes células cancerígenas humanas, obtidas no banco de células do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), Luciana também observou um alto potencial anticâncer. “As plantas impediram o crescimento celular”, reafirma. Esse resultado motivou o desenvolvimento de pesquisas com pacientes com câncer do Hospital das Clínicas da Unicamp, em um projeto de pós-doutorado também orientado por Gláucia Pastore. Por não terem sido tóxicas aos animais utilizados na pesquisa e fazerem parte da alimentação da população da região do Cerrado, as frutas podem ser testadas em seres humanos com segurança, se consumidas na dose certa, segundo Luciana.

As espécies também demonstraram potencial superior quando comparadas com frutas estudadas nos Estados Unidos, onde Luciana realizou doutorado-sanduíche pela Universidade de Cornell, sob coorientação do professor Rui Hai Liu. “Algumas atividades mostraram que as espécies analisadas são cem vezes mais potentes que outras tidas como frutas de alta atividade”, acrescenta Luciana. De acordo com a pesquisadora, o extrato da casca de guapeva demonstrou alto potencial nos testes in vivo, enquanto a gabiroba foi eficiente em avaliações in vitro.
A parte da pesquisa realizada nos Estados Unidos é inédita, segundo Luciana, e permite que os resultados de experimentos com células sejam obtidos em 24 horas, utilizando uma quantidade mínima de extrato de frutas. “Não é considerada uma análise in vivo, mas ofereceu os mesmos resultados das análises realizadas em animais. Então por que utilizar tanto animal e extrato, se com as células consigo o mesmo resultado?” O método utilizado nos Estados Unidos foi trazido por ela ao Brasil para testar frutas e vegetais brasileiros.
Diante dos resultados, Luciana acentua que a pesquisa não pode ser engavetada, mas sim abrir caminho para que outros testes sejam realizados e os resultados aprimorados até chegarem à fase de produto disponível para a população. Um dos próximos passos é definir a quantidade ideal a ser consumida. “Tudo tem um limite para ser consumido, senão o organismo pode sofrer também com o excesso de algumas propriedades contidas nos alimentos. Então, é preciso avançar na pesquisa”, esclarece.
Devastação
Assim como gabirobas e guapevas, outros vegetais podem estar em processo de extinção no Cerrado, devido ao processo acelerado de ocupação agrícola e à exploração extrativista e predatória. As baixas são significativas nas safras dos produtos e há dados de que cerca de 40% do bioma já tenha sido desmatado. A grande chamada do trabalho, na opinião de Luciana, é para a biodiversidade brasileira. “Estamos perdendo esses vegetais e a cura de muitas doenças pode estar nessa biodiversidade”, enfatiza Luciana.
Ela informa que nos últimos 35 anos, mais de metade da extensão original do Cerrado foi substituída por plantações de soja e por pastos para a criação de gado de corte. De acordo com um relatório técnico da Conservação Internacional – Brasil, os desmatamentos anuais na região chegam a 1,1%, representando uma perda de 2,2 milhões de hectares ao ano. “Se esse ritmo for mantido, o bioma será eliminado por volta do ano 2030”, adverte.
Ela acredita que os cientistas também precisam chamar atenção para a devastação do bioma do Cerrado. “Para o Centro-Oeste, principalmente para fazendeiros, vale mais a pena devastar a vegetação e fazer um pasto que manter as frutas. O próximo passo é fazer com que a população se conscientize da importância da manutenção deste bioma. Agora temos dados científicos para chamar atenção tanto da população como também do próprio governo do Centro-Oeste”.
Luciana acrescenta que o bioma Cerrado possui uma diversidade grande de frutos importantes na sustentabilidade da região. Com esta enorme biodiversidade criou-se uma tradição de uso de espécies alimentícias, medicinais, madeireiras, tintoriais e ornamentais. As frutas nativas são comercializadas e consumidas in natura ou beneficiadas por indústrias caseiras na forma de sucos, geleias, sorvetes e licores. “O Brasil precisa conhecer melhor sua biodiversidade. Muitos dos frutos do país ainda são desconhecidos ou pouco utilizados”, pondera.

Asteroide YU55 não oferece riscos de colisão com a Terra

Asteroid 2005 YU55

Nesta terça, 8 de novembro, um asteroide passará a 324 mil quilômetros da Terra, menos que a distância para a Lua, que fica 384 mil quilômetros. O YU55 tem 400 metros de diâmetro, comparável ao tamanho do Pão de Açúcar. Notícias como essa logo despertam a curiosidade e o medo de que tragédias como as observadas em filmes como “Impacto Profundo” e “Armageddon” se tornem reais. Segundo a Nasa, não há motivos para preocupação, pois o risco de colisão com a Terra é zero.

O asteroide, descoberto em 2005, já vem sendo observado pela agência espacial americana há tempos, devido à proximidade com que ele passará pelo planeta. Os riscos de colisão foram descartados por meio de cálculos baseados na Escala de Turim, que mede o risco de um objeto vindo do espaço causar uma colisão devastadora. Para se ter uma ideia, até fevereiro de 2010, o YU55 estava classificado como grau 1 (“chance de colisão altamente improvável”), mas foi rebaixado para grau 0 (“sem risco de colisão”) posteriormente.


Por conta desses dados, não há necessidade de pânico. Astronomicamente falando, o asteroide é tão pequeno que sequer causará influencia nas marés, por exemplo. Também não será possível observá-lo a olho nu ou com o auxílio de telescópios convencionais. A Nasa fará o acompanhamento do YU55 por meio de equipamentos de alta precisão.

Cabe ressaltar que asteroides dos mais variados tipos e tamanhos se aproximam da Terra com frequência. O fato incomum, por razões estatísticas, é que esse corpo celeste passará a uma distância menor que a da Lua. Para o YU55, em particular, é a maior aproximação dos últimos anos.
Fonte- Planetário do Rio
créditos da imagem nasa.gov

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sete Dias em Dadaab: Dia 6 e Despedida



Martin Penner, jornalista do Programa Mundial de Alimentos, PMA, passou uma semana em Dadaab, no Quênia, o maior campo de refugiados do mundo. Ele reproduziu videos narrando a experiência de refugiados recém-chegados e das operações do PMA no local.
da Rádio ONU em Nova York


No sexto dia em Dadaab, Penner entrevistou funcionários da agência da ONU sobre esta situação de emergência, que é considerada a pior crise humanitária nos últimos 30 anos.
De acordo com funcionários do PMA no local, o fluxo de refugiados vindos da Somália e a desnutrição aguda das crianças são desafios para as operações do campo neste momento.

Em seu último dia em Dadaab, o jornalista se despede de Sahro, uma mulher da Somália que chegou ao campo na mesma semana, com seis filhos. Penner também se despede de seus anfitriões, os trabalhadores do PMA em Dadaab.


Tradução e legendas: Luisa Leme

Nasa vigia formação de grande iceberg na Antártida

Cientistas da Nasa vigiam a formação de um grande iceberg, de 880 km², produto de uma rachadura que se estende ao longo de 29 quilômetros na geleira .... Foto: Nasa/Divulgação
Cientistas da Nasa vigiam a formação de um grande iceberg, de 880 km², produto de uma rachadura que se estende ao longo de 29 quilômetros na geleira da Ilha Pine, na Antártida


Foto: Nasa/Divulgação


Cientistas da Nasa (agência espacial americana) afirmaram nesta quinta-feira no Chile que vigiam a formação de um grande iceberg, de 880 km², produto de uma rachadura que se estende ao longo de 29 quilômetros na geleira da Ilha Pine, na Antártida. A observação da enorme rachadura foi feito em voos de investigação realizados durante outubro pela equipe IceBridge, um conjunto de cientistas e técnicos da Nasa que analisam as mudanças nas camadas de gelo que cobrem a Antártida e a Groenlândia desde 2009.
"Nos voos observamos uma grande fissura que indica que um grande pedaço de gelo está prestes a partir. Trata-se de uma rachadura de 280 m de largura e de 60 m de profundidade, mais alta que a Estátua da Liberdade", declarou hoje à imprensa o chefe do projeto IceBridge, Michael Studinger, através de uma videoconferência.
O cientista ressaltou que a fissura sobre a geleira da Ilha Pine "faz parte do ciclo natural" de formação dos icebergs na área ocidental da Antártida - uma região "sensível", disse -, motivo pelo qual não acarreta risco ambiental em nível global. "A rachadura não nos preocupa, faz parte do ciclo natural. Se ocorresse de forma mais frequente poderia causar problemas ambientais", explicou Studinger.
"Sabemos pouco da formação destes icebergs porque não observamos com frequência estes fenômenos. É primeira vez que sobrevoamos uma fissura tão grande. Esperamos que isto ajude a explicar como se formam para poder predizê-las", ressaltou Studinger, cujas pesquisas se prolongarão até 2015.
O projeto IceBridge, a maior pesquisa aérea das camadas de gelo do mundo, realiza medições anuais da elevação das geleiras na Antártida e na Groenlândia. Com até seis aviões equipados com uma grande variedade de instrumentos de observação e medição, os cientistas da Nasa registram dados na estrutura das geleiras com o objetivo de determinar o impacto da mudança climática no derretimento destas extensas massas de gelo.

VER GALERIA DE IMAGENS EM:


matéria do terra.com

ENERGIA SOLAR: 14 PROPOSTAS NO PÁREO DO MEGAWATT SOLAR

Da Agência Ambiente Energia 
A Eletrosul recebeu 14 propostas para a implantação do projeto Megawatt Solar, que compreende uma usina fotovoltaica com capacidade para, pelo menos, 1 megawatt-pico, que será instalada nas coberturas e estacionamentos da sede da estatal, em Florianópolis (SC). De acordo com a estatal, as intenções foram apresentadas por empresas – isoladamente ou consorciadas – do Brasil, Alemanha, China, Espanha, Estados Unidos, Itália e Portugal.
A expectativa da companhia é que todo esse processo seja concluído em um mês e a implantação da usina comece no primeiro trimestre de 2012.O prazo para entrega das propostas para a concorrência internacional terminou na última segunda-feira (31). A comissão especial de licitação já iniciou a análise da documentação. Após o prazo para eventuais recursos, será realizada a etapa de abertura das propostas comerciais. A classificação se dará pelo menor preço. A empresa que oferecer o menor preço e atender em seu projeto todas as especificações técnicas do edital, será declarada vencedora. O orçamento do projeto definido no edital é de aproximadamente R$ 10,8 milhões e será parcialmente financiado pelo banco de fomento alemão KfW.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Excesso de nitrogênio no ar já afeta florestas tropicais, dizem cientistas

Gás lançado em outras partes do mundo acelera crescimento de árvores. Nitrogênio em excesso pode degradar o solo e causar mutação em plantas 


do SISSAUDE/G-1


O gás nitrogênio lançado na atmosfera pelo excesso de queima de combustíveis fósseis tem afetado florestas tropicais até então isoladas deste problema, o que pode acarretar na degradação do solo, mudança na composição das espécies de plantas ou até na eutrofização de ecossistemas aquáticos (aumento da produção de algas e redução de oxigênio na água).

A constatação foi feita por cientistas do Instituto de Pesquisas Tropicais Smithsonian, dos Estados Unidos, que analisaram os efeitos do nitrogênio a longo prazo na vegetação tropical do Panamá e na Tailândia. Eles verificaram que as plantas estão sendo fertilizadas em excesso devido ao aumento do nitrogênio na natureza. Entretanto, o gás pode ser proveniente de diversas regiões poluídas do mundo.

“Nós comparamos os níveis de nitrogênio em materiais secos coletados em 1968 com as folhas novas coletadas em 2007. Constatamos que a concentração de nitrogênio nas folhas atuais teve um leve aumento nos últimos 40 anos”, afirmou Joseph Wright, cientista da equipe do Smithsonian no Panamá.
“Descobrimos que durante o último século houve alta na quantidade de nitrogênio mais pesado. Um estudo anterior mostra também que árvores das florestas tropicais brasileiras também estão sendo alteradas devido ao excesso desta composição”, disse Peter Hietz, do Instituto de Botânica da Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida de Viena, na Áustria.
Ainda segundo os pesquisadores, o excesso deste gás já causou mudanças nas plantas e no solo das florestas temperadas dos Estados Unidos e da Europa. Agora, tenta-se descobrir o efeito disto nas florestas tropicais.

Queima dos foguetes da sonda Phobos poderá será vista do Brasil

No próximo dia 8 de novembro, 
um evento muito raro e interessante 
poderá ser visto nos céus de grande 
parte do Brasil.
Trata-se do acionamento dos foguetes
propulsores que arremessarão a nave
russa Phobos-Grunt rumo ao planeta vermelho.





Caminho da sonda Phobos durante inserção planetária



Cerca de 2.5 horas após de ser lançada a 
partir do cosmódromo de Baikonur, no 
Cazaquistão, a sonda russa Phobos-Grunt 
(Solo de Fobos) acionará pela primeira 
vez os foguetes, que a colocarão em
 uma órbita elíptica de 250x4700 km ao 
redor da Terra. Para sorte de nós brasileiros
 e sul-americanos, esse evento vai ocorrer
 exatamente sobre o Brasil e poderá ser
 visto ao longo de uma grande parte do país.
Se tudo correr como planejado, o momento
 exato da ignição será às 20h55m47s, 
quando a sonda estiver exatamente 
sobre a região oeste do Paraná. Devido a
 altitude, o evento poderá ser visto e
 acompanhado em quase todo o território 
nacional e também na América do Sul. 

O tempo total de queima é de 10 minutos.
Aproximadamente 2 horas depois, às 
23h02m48s será a vez da segunda 
queima dos foguetes, que colocarão 
a sonda rumo ao Planeta Vermelho. 
Desta vez o acionamento dos propulsores
 ocorrerá sobre o oceano Pacífico e será 
visível em todo o noroeste da costa 
da América do Sul, com visibilidade sobre
 toda a Região Amazônica. O tempo 
total de queima também será de 10 minutos.
Brilho


Não se sabe ao certo qual será o brilho
 produzido durante a queima. Alguns
 observadores estimam algo em torno 
de 3 e 5 magnitudes. Assim, observadores
 localizados em lugares afastados dos 
grandes centros urbanos e com céu limpo 
deverão ver o evento sem a necessidade 
de instrumentos. Em locais mais poluídos 
aconselhamos o uso de um pequeno 
binóculo, mas vale também tentar ver a olho nu.
Sonda Phobs-Grunt


Se tudo der certo, Phobos-Grunt será um 
marco na exploração espacial. A sonda 
deverá pousar na superfície da lua marciana
 Phobos, coletar amostras do solo e após
 algum tempo de estudo retornar à Terra
 com a preciosa carga. Essa será a 
primeira vez que uma nave terrestre 
regressará com material de outro
 sistema planetário.

A sonda já deveria ter partido em outubro
 de 2009 e atingido a órbita de Marte 11 
meses depois. No entanto, com o objetivo 
de assegurar maior confiabilidade à missão 
os engenheiros russos adiaram a partida da 
Phobos-Grunt até a nova janela de lançamento,
 em novembro de 2011.
Durante o tempo em que permanecer na 
lua marciana o robô funcionará como 
uma estação observação geológica 
e meteorológica, com experimentos 
programados para coletar dados que
 servirão para ajudar a compreender a 
formação dos planetas do sistema solar.
Acompanhe
O lançamento está previsto 
para ocorrer às 20:16:03 UTC
 (18h16m03s pelo horário de Brasília)
 e os horários apresentados só são 
válidos se não houver mudança de 
horários.
Você pode acompanhar a posição da
 sonda Phobos-Grunt através do nosso 
aplicativo SatView, que vai plotar a posição
 da sonda a partir do momento do 
lançamento. Para que você saiba
 exatamente para onde olhar será 
preciso selecionar corretamente a cidade
 onde você está e em seguida utilizar a 
opção "Prev. 5 Dias", que lhe informará 
para onde olhar no momento em que os
 foguetes estão acionados (20h55m47s 
e 23h02m48s do dia 8 de novembro).
O aplicativo também possui um chat 
onde você poderá conversar com 
outros observadores e tirar dúvidas do
 uso do Satview.

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AZEITONA ORGÂNICA COM AMÊNDOAS BIO GAUDIANO SÃO RECOLHIDAS PELA ANVISA


DA ANVISA
A Anvisa alerta os consumidores para que não utilizem o produto Azeitona Orgânica com Amêndoas da marca Bio Gaudiano. A área de Alimentos da Agência recebeu alertas da Rede Internacional de Autoridades em Inocuidade de Alimentos da Organização Mundial da Saúde (INFOSAN/OMS) e do Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Ração da Comunidade Européia (RASFF), sobre recolhimento no mercado de todos os lotes e embalagens do produto.
A medida está sendo adotada por causa da notificação de dois casos de botulismo na Finlândia associadas ao consumo do produto.
Segundo rastreamento feito pela Anvisa, o Brasil importou, em julho de 2010, 150 unidades do lote F2510X, com prazo de validade até junho de 2012. As unidades importadas são frascos de vidro de 314ml que foram distribuídas aos estados de Goiás, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
A Anvisa está atuando em conjunto com as vigilâncias sanitária para que as unidades do produto que ainda estejam no mercado possam ser recolhidas.
Até o momento não há casos de botulismo registrados no país pelo consumo do produto. O botulismo é uma doença não contagiosa, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum e se caracteriza clinicamente por manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais, podendo ter evolução grave, com necessidade de hospitalização prolongada.

Origem fora do cérebro


Estudo feito por pesquisadores da Unifesp e USP mostra que doença de Huntington pode ter origem no coração, reforçando tese de que não se trata de uma desordem puramente neurológica (Wikipedia)

Por Fábio de Castro/
Agência FAPESP

A doença de Huntington, considerada por muito tempo como um problema puramente neurológico, não tem origem exclusivamente no cérebro e, conforme apontam diversos estudos recentes, pode surgir primeiro em órgãos e tecidos periféricos e até mesmo em células não- neuronais.

Uma nova pesquisa liderada por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) reforçou a tese da origem não-cerebral e não-neuronal da doença, demonstrando que a proteína causadora da doença de Huntington pode estar presente no coração.
O estudo foi apresentado em setembro no Congresso Mundial da Doença de Huntington, realizado na Austrália, e foi publicado em um suplemento especial da revista Clinical Genetics , dedicado exclusivamente ao evento.
De acordo com os autores, a nova perspectiva de uma origem não-cerebral e não-neuronal da doença sugere uma nova linha de investigação científica voltada para a busca de biomarcadores precoces da doença, a fim de antecipar o diagnóstico, propor estratégias mais eficazes de tratamento e aumentar a sobrevida dos pacientes.
A pesquisa corresponde ao doutorado de Fernando Vagner Lobo Ladd, que está sendo realizado na Unifesp com bolsa da FAPESP. Em 2009, Ladd já havia recebido por sua pesquisa, ainda em fase inicial, o Prêmio José Carlos Prates , concedido pela Unifesp aos melhores trabalhos apresentados durante o 12º Congresso do Programa de Pós-graduação em Morfologia.

A tese está sendo orientada pelo professor Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA), do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, onde o trabalho tem sido efetivamente realizado.
Segundo Coppi, a doença de Huntington não pode mais ser tratada apenas como uma desordem puramente neurológica, uma vez que tem efeito e até origem em vários órgãos e tecidos periféricos, como coração – conforme demonstrado no estudo –, fibras musculares estriadas esqueléticas, ossos, testículos, pâncreas, sistema imune e sistema nervoso entérico e cardíaco.
“Existe um dogma entre os neurologistas que considera o cérebro como único local de origem desse tipo de doença. Mas sabemos que 30% dos pacientes com a doença de Huntington morrem de problemas cardíacos e não neurológicos. Por isso temos realizado estudos para entender a cronologia de surgimento e evolução da doença e como ela afeta o coração”, disse à Agência FAPESP.
A pesquisa, realizada com camundongos machos com dois meses de idade, demonstrou que a huntingtina, a proteína que está associada à doença, podia estar presente em células não nervosas no coração e, portanto, não é específica de neurônios.
“A doença causou nos animais estudados uma hipertrofia do coração e uma disfunção da inervação simpática do órgão. Acreditamos que a hipertrofia ocorra justamente para compensar a falha da inervação. Tudo isso pode levar a problemas cardíacos, explicando a grande porcentagem de pacientes com a doença que morrem de problemas cardíacos e não neurológicos”, disse.
Além de quebrar o dogma da origem exclusivamente cerebral, segundo Coppi, os novos estudos têm mostrado que a doença surge não só em neurônios, mas também em células não-neuronais.
“Existem neurônios em inúmeros órgãos fora do cérebro, como coração, intestino, pâncreas, traqueia, bexiga e fígado. Mas muitas vezes a doença surge em células que não são nervosas, mas fibras musculares do miocárdio, células do testículo e da medula óssea. Isso faz com que os pacientes desenvolvam doenças do coração, atrofia dos testículos e osteoporose, por exemplo”, explicou.
Ao buscar novos marcadores biológicos que possam antecipar o diagnóstico das doenças, os pesquisadores abrem caminho para novos tratamentos que possam retardar o aparecimento dos primeiros sintomas, ou prolongar a vida do paciente. Ainda não há perspectivas de cura para a doença de Huntington.
Segundo Coppi, de acordo com estudos mais atuais, quando um paciente apresenta atrofia muscular ou de testículos, em associação com o emagrecimento prograssivo, raramente esses problemas são relacionados ao início de uma doença neurológica.
“Como o câncer, a doença de Huntington tem uma fase silenciosa. A vantagem de saber que o problema pode ter origem em outros órgãos é que podemos revelar a doença ainda na fase silenciosa. Quanto antes ela for descoberta, maior a chance de tratamento”, disse Coppi.
O artigo Haemodynamic and design-based stereological assessment of the heart in 3-NP-induced mice , de Fernando Ladd e Antonio Augusto Coppi, pode ser lido por assinantes da Clinical Genetics em http://onlinelibrary.wiley.com

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MENSAGEM SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL



Pesquisadores elaboram catálogo sobre a cobertura vegetal do Rio de Janeiro

Elena Mandarim/FAPERJ

 Maria Alice de Resende / IPJBRJ
      
    Leucobruym martianum: uma das espécies de briófitas
  do projeto de catalogação da flora fluminense do IPJBRJ


"Estima-se que o Rio de Janeiro abrigue mais de 8.000 mil espécies de plantas, muitas delas endêmicas, ou seja, que se desenvolvem restritamente no estado. Nesse sentido, conhecer a biodiversidade da flora fluminense é necessário para traçar a biodiversidade da cobertura vegetal tanto do país quanto do mundo." A afirmativa de José Fernando Baumgratz resume o objetivo do levantamento, quali e quantitativo, da flora do estado fluminense, particularmente de espécies de plantas vasculares (com tecidos especializados para o transporte de água e seiva) e briófitas, como os musgos, que está sendo feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IPJBRJ). Coordenado por Baumgratz, o projeto agrupará os resultados levantados em um catálogo impresso, que também será disponibilizado na página eletrônica do instituto.

O livro, que reunirá dados que registram a ocorrência das espécies nos municípios e Unidades de Conservação, os tipos de formações vegetais, o endemismo, o estado de conservação e traz ainda imagens digitalizadas, certamente se tornará uma nova e importante base para futuras pesquisas na área da botânica e do uso sustentável da diversidade. "Apesar da intensa perda da cobertura vegetal original, o Rio de Janeiro ainda é um dos três estados com maior biodiversidade do Brasil. Portanto, esse estudo se apresenta como uma relevante iniciativa para se ampliar o conhecimento sobre as formações botânicas do estado", aposta Baumgratz. O projeto, contemplado no edital da FAPERJ de Apoio à Biodiversidade do Estado do Rio de Janeiro (Biota-RJ), é um estudo interinstitucional e multidisciplinar, que conta com a participação de vários especialistas entre pesquisadores, pós-graduandos e técnicos.
Segundo Baumgratz, o projeto atende às ações globais defendidas na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), assinada durante a Eco-92 por 175 países, entre eles o Brasil, que, entre várias propostas, destaca a necessidade de se ampliar o conhecimento sobre as espécies vegetais no mundo. Embora a cobertura original do Rio de Janeiro venha sofrendo diversas interferências e esteja atualmente reduzida a 17%, Baumgratz afirma que ainda importantes áreas remanescentes se encontram protegidas em Unidades de Conservação. "Significativos trechos de floresta com diferentes características, principalmente em áreas de escarpas, de altitudes elevadas e de planícies quaternárias, abrigam, todas elas, uma relevante diversidade", relata o pesquisador, ressaltando que os manguezais e as restingas também estão bem representados no estado.

Dióxido de titânio em alimentos e comésticos poderá ser proibido

AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS

Brizza Cavalcante
Antonio Carlos Mendes Thame
Antonio Carlos Mendes Thame: riscos da substância para a saúde e meio ambiente são subavaliados.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1370/11, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que proíbe a utilização de dióxido de titânio em alimentos e cosméticos. O dióxido de titânio é um pigmento branco inorgânico, bastante usado em cosméticos, tintas e corantes de alimentos. Tem uso bastante comum também em bloqueadores solares, em virtude de sua propriedade física de barrar a radiação da luz solar.
Mendes Thame explica que, com a contaminação de mananciais de água por este composto por meio do descarte pelo esgoto doméstico, a penetração da luz solar fica impedida, podendo provocar alterações no ambiente aquático.
O autor argumenta que não é necessário proibir o uso do dióxido de titânio em tintas, pois já há legislação específica sobre o assunto, disciplinando o destino final nesses casos. Além disso, o uso é restrito a profissionais da área de pintura, o que reduz o potencial poluente. Já a presença da substância em cosméticos, segundo o deputado, torna o controle impraticável. Para ele, já existem compostos químicos mais eficazes para a proteção solar do que o dióxido de titânio.
Lesões intestinais
No caso dos alimentos, o deputado alerta que a substância, apesar de liberada como aditivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por órgãos semelhantes de outros países, pode provocar causar lesões inflamatórias nos intestinos de animais.

Relatório do PNUMA mostra desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável rumo à Rio+20

Relatório do PNUMA mostra desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável rumo à Rio+20
Ao passo que o mundo chega ao marco de 7 bilhões de pessoas, o novo relatório do PNUMA mostra as mudanças que o meio ambiente vem sofrendo nas últimas duas décadas.
Nairóbi – As mudanças ambientais que tomaram conta do planeta nos últimos 20 anos são destaque em uma nova compilação de dados estatísticos realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgada hoje em um relatório intitulado “Keeping track of our changing Environment: From Rio to Rio+20″ (De olho no meio ambiente em mutação: Do Rio à Rio+20).
O relatório é parte da série GEO-5 (Panorama Ambiental Global – 5) do PNUMA, o documento de maior autoridade da ONU sobre o estado, as tendências e perspectivas do meio ambiente global. O relatório completo será lançado em maio de 2012, um mês antes da Conferência Rio+20 que acontecerá no Brasil no ano que vem.
O Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, lembrou que “hoje termina o prazo para os governos, empresas e a sociedade civil apresentarem as suas observações sobre como a Rio+20 pode alcançar um resultado de transformação quanto à aceleração e intensificação do desenvolvimento sustentável para um mundo de sete bilhões de pessoas”.
“O relatório nos leva de volta ao nível básico, destacando desde o rápido acúmulo de gases de efeito estufa até a erosão da biodiversidade e o aumento de 40% no uso dos recursos naturais — mais rápido do que o crescimento da população global. Mas o relatório também mostra o modo como, quando há uma reação, é possível alterar drasticamente a trajetória de tendências perigosas que ameaçam o bem-estar humano — as iniciativas para acabar com produtos químicos que prejudicam a camada de ozônio compõem um exemplo vivo e poderoso”, acrescentou.

Através de dados, gráficos e imagens de satélite, o relatório do PNUMA oferece uma ampla gama de informações sobre uma série de questões-chave: população, mudanças climáticas, energia, eficiência no uso de recursos, florestas, segurança alimentar, uso do solo e água potável; com exemplos que vão desde o derretimento de geleiras no oceano Ártico até as novas tendências no uso de energia.
Os autores do relatório apontam que a falta de dados sólidos e sistemas de monitoramento para medir o progresso continuam a ser um dos obstáculos para alcançar os objetivos ambientais fixados pela comunidade internacional. O estudo mostra as peças que faltam no nosso conhecimento sobre o estado do ambiente e solicita que esforços globais promovam uma coleta de dados cientificamente credíveis para o monitoramento ambiental.
A Cúpula ‘Eye on Earth’, a ser realizada em Abu Dhabi no próximo mês, representa uma oportunidade onde cientistas, decisores políticos e governos vão trabalhar juntos para definir os principais desafios e soluções relacionados com o acesso e o compartilhamento de dados ambientais.
Clique aqui para ler a versão completa do press release (em inglês).